sábado, 18 de junho de 2011

Resumo da reunião de Junho

À reunião do dia 16/06 compareceram os participantes de GT: Cila, Daniel, Daniella, Ariel, Luciana e Natália.


O tema do Irã fora novamente abordado através da discussão de dois filmes: O apedrejamento de Soraya M. e Cartas ao Presidente, apresentados respectivamente pela Daniella e pelo Daniel; e em substituição ao filme A onda verde, o qual não conseguimos encontrar, foram sugeridos a análise de blogs de iranianos, portanto a mesma fonte utilizada para a produção do filme.


Dos diversos pontos suscitados pela apresentação da Daniella e do Daniel, talvez o mais marcante tenha sido, pensando os dois filmes conjuntamente, certa polarização ou mesmo oposição entre campo e cidade no Irã. O campo como um local de cultura e famílias mais tradicionais, portanto mais adeptas ao "populismo" de Ahmadinejad e favoráveis às políticas do governo. E a cidade como um pólo de insatisfação com o governo e de resistências à políticas repressoras.


Os blogs versam principalmente sobre uma série de prisões ocorridas após os protestos contra as eleições presidenciais ocorridas no Irã em 2009. A apresentação ficou a cargo do Ariel que notou questões importantes a serem levantadas:



  • A forte repressão à Universidade de Teerã, o que demonstra de certa forma uma deslegitimidade do governo.


  • Ocorrência de movimentos semelhantes ao das "Mães da Praça de Maio" em que mães protestam contra a prisão muitas vezes arbitrária de seus filhos.


  • O "movimento de 1 milhão de assinaturas", que surgiu em 2006 e pretende mudar as leis discriminatórias contra as mulheres.


  • Estupro como arma de tortura, tanto contra homens quanto contra mulheres.


  • A trajetória de Ahmadinejad: como conseguiu ser eleito em Teerã e que forças o apoiaram.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Resumo da reunião 12/05

Estiveram presentes na reunião de ontem: Luciana, Gabriel, Loreta, Danilo, Natália e Ariel. Contamos também com a participação de Marcos Alan, que fizera uma breve apresentação acerca do Irã, e de Flavio Azm.

A discussão inicial se deu em torno de temas suscitados a partir da leitura do artigo No one will scratch my back: Iranian security perceptions in historical context, do autor Fariborz Mokhtari. Temas tais: a questão nuclear no Irã; a relação histórica - diplomática e política - entre Irã e Grã-Bretanha e Rússia/URSS e entre aquele e os demais países árabes; a diferenciação entre governo e nação de modo a compreender as convergências e divergências entre eles no Irã.
Em seguida a partir de relatos pessoais de experiências, de viagens e de trocas de informações com pessoas que viveram a realidade iraniana ou que dela provêem abordamos temas atuais de questões geopolíticas, a questão do véu e das mulheres nos países do Oriente Médio e a crítica à mídia brasileira especificamente e sua parcialidade.

Com o tema "mulheres" apresentou-se a história de Tahirih e a sugestão do site: http://www.tahirih.org/

Ainda foi sugerido pelo Marcos o filme Bashu - O pequeno estrangeiro, sobre a história de um menino iraniano em meio ao contexto da Guerra Irã-Iraque.


Obrigada pela presença e participação de todos!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Reunião amanhã

Confirmada a reunião de amanhã, 28/04, às 19h30 no prédio de História, sala 19.

Att,

Carolina

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Reunião adiada

Caros,

com vistas às condições precárias de limpeza do prédio por causa dos últimos acontecimentos entre a Usp e os funcionários e a empresa terceirizados, decidimos por adiar a reunião de amanhã para o dia 28/04, também uma quinta-feira, às 19h30. Esperamos que até lá a situação já tenha sido resolvida.

A reunião de Maio, a princípio, será mantida no dia 12 pois contaremos com a apresentação de um convidado com quem já havíamos combinado a data previamente.

Quanto ao encontro do dia 28, devemos assistir ao filme em casa e o discutiremos em grupo. O Danilo fará uma breve apresentação de início pontuando questões que considerou relevantes no filme.

Até lá!

Carolina

domingo, 10 de abril de 2011

Reunião 14/04

Olá! A próxima reunião será quinta-feira, 14/04, às 19h30 na sala 19 do prédio de História. Discutiremos o filme Edifício Yacoubian. Um filme egípcio produzido em 2006. Até lá!

sexta-feira, 25 de março de 2011

A reunião de 17/03

A discussão de Março contou com a presença de: Ariel, Danilo, Daniel, Cila, Luciana, Natália e Beatriz.

Dentre as questões suscitadas a partir dos textos (segue abaixo um breve resumo da Cila), discutiu-se também democracia e o papel da mídia.

Por fim Daniel sugeriu outro texto complementar acerca da Irmandade Muçulmana: "The Muslim Brotherhood after Mubarak" publicado no Foreign Affairs em 3 de Fevereiro de 2011.


Os textos:

a) Abaza, Khairi. "Uniting Egypt's Opposition. Who are the protestors and what do they want?" - Foreign Affairs

b) Osman, Tarek. "Egypt after revolt, transition" - Open Democracy

c) Khalil, Magdi. "Egypt's Muslim Brotherhood and political power: would democracy survive?" - Middle East Review of International Affairs: v. 10, n° 01, March 2006.



Sobre as oposições no Egito:

O primeiro artigo nos trouxe uma detalhada lista dos principais grupos envolvidos nos recentes levantes populares do Egito que culminaram na queda de Hosni Mubarak. A pergunta-chave do texto é de que forma vários grupos de ideologias políticas diferentes coexistirão na era pós-Mubarak apesar de compartilharem a crença na transição via governo representativo. O autor Khairi Abaza é um ex-oficial do Partido Wafd do Egito e membro da Foundation for Defense of Democracies.

Primeiramente é citado o líder do movimento da NAC - National Association for Change, Mohamed El Baradei. A NAC na compreensão do autor é um grupo "guarda-chuva" para as demandas de El Baradei e para a introdução das reformas democráticas e constitucionais no Egito. Este grupo não é um partido político legalizado e tem um ano de idade.

Os demais citados são os minoritários que clamam por um sistema democrático e não ultrapassam oito anos de idade.



  • Movimento 6 de Abril: surgiu depois de 6 de abril de 2008 quando 100 mil jovens demonstraram solidariedade aos trabalhadores apoiando, através do Facebook, a maior greve já feita.


  • Kefaya: fundado em 2004 como um protesto contra a candidatura de Mubarak à presidência. Tem florescido dentro de uma coalizão que inclui esquedistas, liberais e islamistas.


  • Grupo de Khaled Said: defende o fim da brutalidade policial no país junto com o Movimento 9 de Março, lutam também por universidades independentes sem a interferência do Estado.

Menciona também os partidos liberais: El-Ghad, Democratic Front e o partido nacionalista Nasserite Arab Nationalist Karama Party.

Os partidos tradicionais da era Mubarak que compõem a maioria do Parlamento são o liberal Wafd, o socialista National Progressive Union e a Irmandade Muçulmana (ainda ilegal mas o mais organizado). Para o autor nenhum deles incitou os protestos mas têm sido os principais sustentadores deles.

Pra finalizar o autor lança questões: será que El Baradei será eleito nas próximas eleições? O prestígio da Irmandade junto à população trouxe uma coalizão entre os dois. No novo governo haverá uma influência direta da Irmandade?


As raízes dos protestos:

O segundo artigo fora escrito pelo egípcio Tarek Osman e mapeia as raízes do tumulto e as dinâmicas da nova realidade política.

Para o autor as fontes desses protestos remontam aos acontecimentos políticos, econômicos e sociais desde 1952 e a pressão incubada que eles suscitaram:



  • Mudanças na estrutura de classes: sob o movimento de liberalizãção da economia - Infitah (porta aberta) - dos anos 70 na política de Sadat, a classe média de reconfigurou com novos setores emergentes. Nos anos 80 e 90 as novas reformas econômicas dividiram a classe média entre a mais velha e a mais nova. Nos anos 2000 a inflação e os programas de aceleradas privatizações criaram tensões sociais dentro da classe média.


  • Declínio da legitimidade do conflito: Nasser (1952-1970), Sadat (1970-1981) e Mubarak (1981-2011) mantiveram governos não transparentes e sob mecanismos não-democráticos de manutenção do poder.


  • A queda das instituições: nos governos de Nasser e Sadat era possível enxergar uma maior produção de idéias e de ação governamental e parlamentar na construção política do país, em oposição ao governo Mubarak no qual as instituições tiveram um papel meramente administrativo em redor do presidente.


  • Ausência de um projeto nacional: os projetos de nação desses governos se estruturaram apenas em planos econômicos que, mais recentemente, foram diluídos em planos de cinco anos.


  • Mudança demográfica dramática: a população egípcia avançou de 45 milhões de habitantes em 1980 para 80 milhões em 2010. O que resulta em quase metade da população abaixo dos 35 anos e reflete um anseio desses jovens por desenvolvimento econômico mas também sócio-político.


A Irmandade Muçulmana:

O terceiro texto, um artigo escrito por Magdi Khalil em 2006, contesta que a Irmandade Muçulmana seja moderada.

Desenvolve uma clara e objetiva caracterização dos discursos da Irmandade Muçulmana, cujo programa político não tem sido divulgado integralmente. O autor lista algumas das principais questões da ideologia da Irmandade perceptíveis através de discursos parlamenteres e entrevistas:

a) Controle da mídia para que não se expresse nada em desacordo com as leis do Islã e banimento de séries e programas de televisão ofensivos.

b) Busca por um sistema econômico dereivado do Islã.

c) Estabelecimento de um sistema democrático compatível com o Islã.

d) Aumento do número de Kuttab (escola religiosa) e o direcionamento da educação para os ensinamentos do Alcorão.

e) Permissão às mulheres somente da liderança de postos que preservariam sua virtude.

Sob o regime não-democrático de Mubarak, a Irmandade Muçulmana aprofundaria sensivelmente esse processo autoritário já existente visto que sua inserção no Parlamento tem levado a que suas ações sejam totalmente integradas ao sistema político e de manutenção do status quo.

No artigo a Irmandade é caracterizada como um movimento fascista o que é discutível e possivelmente uma nominação imprópria ao considerar-se que ela não se utiliza de ideais nacionalistas totalitários de exaltação da coletividade nacional e de monopolização política por parte de um único partido de massa [aspectos dos fascismo segundo definição de Norberto Bobbio no Dicionário Político]. Ainda finaliza Khalil com a conclusão de que a estrutura e ações políticas da Irmandade Muçulmana são orientadas por leis e hierarquias religiosas que não se sustentariam como tal em um mundo de exigências democráticas.
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quarta-feira, 2 de março de 2011

Bibliografia para reunião

Olá a todos!

A bibliografia de apoio para a primeira reunião do GT já foi enviada aos e-mails dos integrantes do grupo.

Qualquer dúvida: monitoriagtommm@gmail.com


Att,

Monitoria GT OMMM