sábado, 29 de outubro de 2011

RESUMO REUNIÃO - ANÁLISE DAS REVOLTAS NA SÍRIA

Data, Local - 20 de outubro de 2011, FFLCH.
Participantes: Carolina, Peter, Danilo, Daniel, Larissa e Cila.
Carolina Alberice substituiu Daniella Abramovay como monitora neste dia.

Apresentação Cila - "Popular protest in North Africa and the Middle East: the syrian regime's slow motion suicide" (International Crisis Group)

IDÉIA CENTRAL DO TEXTO: o regime sírio ruma ao suicídio pelas repressões e pelas propostas de reforma. Os protestos na Síria já vêm de longo tempo e não ocorreram como uma explosão como na Tunísia e no Egito. O movimento nasceu pequeno e foi se espalhando pelas cidades, o que de início deu margem ao governo a classificá-lo como um movimento de poucos. A princípio de caráter pacífico e com presença maciça masculina, hoje já possui focos de resistência armado e se encontra mais polarizado. Mesmo com as atuais propostas de reformas o povo continua a protestar pois muitos querem a mudança de regime. Cada vez mais polarizado o movimento, o governo encontra apoio em Damasco e nos alauítas.

OBSERVAÇÕES DO PETER: Síria possui uma comunidade complexa assim como o Líbano. Várias comunidades que coexistem: 10% de cristãos e uma maioria de muçulmanos formados de sunitas, xiitas, drusos e alauítas. As tentativas de reforma hoje parecem ultrapassadas (artigo é de Julho desse ano). Assad não se assemelha a uma absolutista, pois ele deve manter o equilíbrio nessa sociedade tão diversificada, mas o governo caracteriza-se por uma ditadura. Alauítas são uma minoria armada pela França à época do Mandato, e hoje são uma parcela de apoio ao governo de certa forma detestada pelas demais populações.

Apresentação Daniel - "Popular protest in North Africa and Middle East: the syrian people's slow motion revolution" (International Crisis Group)

IDÉIA CENTRAL DO TEXTO: é explicar porque a revolução é lenta. Ele se divide em 4 partes: uma primeira em que autor faz uma abordagem histórica; na segunda como o regime leu a crise; na terceira como o povo reagiu e a última como o movimento se radicalizou. O autor elenca uma série de fatores que levariam o governo a ser estável, como por exemplo o fato de apresentar uma sociedade civil fraca ante a sua pluralidade. No entanto a forte repressão dos últimos tempos fizeram com que esse fatores não fossem mais tão relevantes. Damasco fora um grande pólo de migração entre as décadas de 60 e 70, e hoje, se caracteriza por pólos de minorias que preferem manter o governo atual a arriscar a possibilidade de um novo governo repressor.

OBSERVAÇÕES DO PETER: Síria depende das importações que podem sofrer sanções internacionais e que poderiam afetar a burguesia sunita que apóia o governo. Elemento importante: desertores do exército são um perigo ao governo. Na síria há uma tendência a diferenciação dos ramos islamistas, como no Egito – a importância da Irmandade Muçulmana no país.

Carolina Alberice


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

RESUMO REUNIÃO CONFLITO ISRAEL-PALESTINA


Data, local: 22 de setembro de 2011

Tema: Conflito Israel-Palestina

Participantes: Peter, Luciana, Ariel, Augusto, José Antonio, Natália, Daniel, Danilo, Daniella


Em nossa última reunião, discutimos cinco textos sobre o atual conflito Israel-Palestina. Luciana, Daniel e Augusto foram os responsáveis por apresentar os textos aos grupos.


Apresentação Luciana – Texto principal “Is Palestine next?” de Adam Shatz (London Review of Books)


Luciana fez uma análise detalhada dos principais aspectos apresentados no texto, esse esboça um panorama impressionista das posições palestinas no inicio de 2011. Shatz adota, claramente, uma posição pró-palestina, e, através dos argumentos mostra o anseio do povo palestino em adquirir justiça pelos fatos ocorridos no passado.

O autor mostra que, em meio às revoltas da primavera árabe, a questão palestina emergiu no cenário internacional. Com os eventos ocorridos na Líbia, no Egito, na Tunísia, e em outros países, os palestinos começaram a sentir-se mais confiantes na luta pelos seus direitos; não se sentiam mais sozinhos quando viam bandeiras palestinas hasteadas na praça Tahrir, acreditavam que a sua vez estava próxima.

Ao observar a demanda palestina na Organização das Nações Unidas; de ser reconhecida como Estado, Adam Shatz mostra que, para a maioria dos palestinos, a questão não se concentra tanto na resolução de um Estado ou dois Estados, mas sim no reconhecimento, por parte de Israel, dos crimes perpetuados e das injustiças cometidas ao longo desses anos conflituosos. Nesse sentido, o pedido de reconhecimento na ONU constituiria muito mais uma tática da causa palestina do que um fim em si mesmo; um objetivo, pois independentemente do resultado final, a questão Israel-Palestina seria colocada na pauta dos assuntos internacionais que demandam uma solução imediata. Além disso, o possível veto dos Estados Unidos, junto à negação israelense, poderiam aportar um certo constrangimento aos Estados Unidos, na sua política externa e nas suas relações com o Oriente Médio, as quais já não se encontram em seu melhor momento.

Luciana também apontou no texto em que consistiria o direito de retorno para os palestinos; não seria necessariamente uma questão de voltar a estabelecer-se em suas moradias originais, mais sim de ter a possibilidade de locomoção por todo o território israelense, sem a presença de postos de controle e muros que separam as populações. Os jovens formam o principal grupo que defende a existência de um Estado único, onde possa ser garantida a liberdade e direitos para todos, independente se são palestinos ou israelenses; no entanto, para que possa existir essa coexistência entre os povos, é imperativo o reconhecimento, por parte de Israel, das injustiças cometidas contra o povo palestino. Por outro lado, o texto documenta também tendências mais problemáticas entre a nova geração de palestinos cisjordanianos, tais como a recusa de diálogo e de qualquer cooperação, a qual possa ser entendida como uma “normalização” nas relações, seguida de uma parca reflexão sobre a futura coexistência com os judeus no esperado Estado binacional.


Comentários Peter: o argumento mais importante do texto consiste na definição das manifestações não-violentas como um eficaz mecanismo de solução do conflito israelo-palestino, no sentido de que Israel não teria como responder, pelas armas, a grupos de pessoas entrando em seu território com chaves e bandeiras palestinas. O inovador do artigo estaria, portanto, na combinação de novas táticas de guerra não-convencionais, principalmente a internet, trazidas pelos jovens, unida à propagação de uma agenda mais radicalizada, que busca deslegitimar Israel e a solução de dois Estados.

No debate entre todos os membros, Ariel colocou que essas manifestações não-violentas podem ser perigosas, no sentido de que há a possibilidade de violenta repressão para combatê-las, tal como ocorreu nos Estados Unidos, na década de 60, com o movimento negro, o qual foi duramente combatido pelas forças dominantes.

Outro ponto levantado pelo professor seria de que o reconhecimento da Palestina acabaria sendo benéfico para Israel, pois haveria o reconhecimento de Israel como um Estado, dentro de fronteiras definidas, pela comunidade internacional (já que alguns países ainda não o reconhecem), e haveria também o reconhecimento das fronteiras internacionais, principalmente, as do lado da Cisjordânia; no entanto, a radicalização de ambos os lados: dos palestinos, que acabam recorrendo ao Hamas, e dos colonos presentes nos assentamentos, os quais provocam os palestinos cotidianamente, levaria a uma situação de impasse nas negociações, a qual, dificilmente, seria superada.


Apresentação Daniel – Texto “Israel’s Borders and National Security” de George Friedman (Stratfor)


O argumento principal do texto está na defesa, por motivos geopolíticos e estratégicos, do retorno às fronteiras pré-1967 de Israel. O autor defende sua perspectiva através de uma análise exclusivamente militar da evolução histórica das fronteiras israelenses. Para o autor, um território mais amplo não pode ser considerado como sinônimo de uma maior segurança territorial, pelo contrário, a guerra de 1973 (guerra do Yom Kippur), entre Israel, Egito e Síria, apesar de ter sido ganha por Israel, mostrou as dificuldades de defesa dos territórios adquiridos. Além do mais, hodiernamente, há novas formas de guerra não-convencionais, “assimétricas”, como a guerrilha feita pelo Hamas e Hezbollah contra Israel e a ameaça nuclear iraniana. Portanto, para combatê-las Israel não precisa levar em consideração o tamanho do seu território. Outro aspecto levantado pelo autor, é a ampla dependência militar de Israel para com os Estados Unidos; essa aliança pode não ser tão eterna quanto os israelenses gostariam (wishful thinking), por isso, é necessário que Israel possa desenvolver sua auto-suficiência no âmbito militar. Daniel apontou no texto que o autor desconsidera a questão dos assentamentos, os quais constituem-se como o principal obstáculo ao retorno das fronteiras pré-1967.


Texto “When Israeli arrogance meets Arab Honor?” de Akiva Eldar (Haaretz)


Daniel mostra que o artigo consiste numa crítica severa ao unilateralismo israelense nas suas relações com os palestinos, esses, de acordo com o autor, já fizeram inúmeras concessões, enquanto que Israel continua a adotar uma postura intransigente.


Comentários Peter: O professor aponta que o artigo de George Friedman, ao enfatizar apenas questões de nível geoestratégico, acaba por ignorar fatores culturais, religiosos e ideológicos, tanto do lado dos palestinos como dos israelenses: esses fatores são essenciais para uma profunda compreensão do conflito israelo-palestino. O interessante do artigo consiste na defesa do restabelecimento das fronteiras pré-1967, feita por um autor de orientação direitista, a partir de uma análise geoestratégica; no entanto, apesar de ser uma análise original, a sua conclusão é, de certa forma, simplista pois desconsidera os assentamentos, e a sua retirada, ação que traria novos problemas e conseqüências para Israel.

Debate: Natália identificou a ausência de considerações geográficas no texto, como a questão da água e do relevo, os quais constituem-se como elementos essenciais na decisão de permanecer ou retirar-se de um determinado território. Natália também enfatizou que as linhas de cessar-fogo de 1949 já implicaram em uma expansão israelenese, comparada à proposta de partilha da UNSCOP em 1947.


Apresentação Augusto – Texto “The Israeli-Palestinian Conflict and the Arab Awakening” de Joel Beinin (Merip)


O pedido de reconhecimento da Palestina como Estado, na ONU, corresponde a um projeto feito por Mahmoud Abbas, e conseqüentemente, pelo Fatah, o qual teria como objetivo principal a substituição dos Estados Unidos como mediador do conflito israelo-palestino, e uma maior concentração das manifestações sociais pelos líderes das facções principais; Fatah e Hamas, as quais conciliaram-se de forma artificial em meio à primavera árabe. Augusto aponta que o reconhecimento, no entanto, não traria mudanças significativas ao cotidiano dos palestinos, pois Israel continuaria com a política dos assentamentos nos territórios.


Texto – “Have the Arab Uprisings made Israel less secure?” de Daniel Byman (Slate)


O argumento principal do texto estaria na concepção de que a primavera árabe, incontestavelmente, trouxe mudanças para o Oriente Médio e para as relações entre os países; no entanto, Israel aparenta não importar-se com a nova conjuntura árabe, e continua a adotar posturas hostis para com certos países. Para o autor, essa atitude corresponderia a um suicídio internacional, pois Israel acabaria isolada nas suas relações exteriores, o que poderia aportar graves consequências ao país.


Comentários Peter: O professor complementa a análise ao argumentar que o jornal Merip, de esquerda, apóia-se em um viés mais economicista, e por isso, pretende criticar essa conspiração neoliberal tanto pelos líderes palestinos como israelenses.

Quanto ao artigo do Slate, Peter aponta que, por ausência de alternativas, Israel, em suas relações internacionais, esteve algumas vezes aliada aos piores ditadores, e com as suas respectivas quedas, causadas pela primavera árabe, Israel acabaria por ter de enfrentar as consequências trazidas pela existência dessas alianças. Nesse sentido, Israel poderia ser vista como uma das vitimas das revoltas árabes.


Abraços,


Daniella K.Abramovay

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Resumo Reunião Turquia

Data, local 25 de agosto de 2011

Tema Turquia

Participantes Peter, Luciana, Ariel, Cila, Natália, Daniel, Augusto, Danilo, Daniella

Na nossa última reunião, 25 de agosto, houve a discussão de 4 artigos, retirados de diferentes sites de política externa. Cila e Natália apresentaram as idéias centrais do texto, e o professor Peter complementou com alguns pontos.

APRESENTAÇÃO CILA -Texto Principal “Islam, Secularism and the Battle for Turkey’s Future” (STRATFOR)

Cila apontou que a análise concentra-se no estudo do movimento gülenista, o qual engloba 115 países, e do partido AKP. O embate situa-se na oposição entre o islamismo e o secularismo na Turquia atual. Para o autor, há uma inserção total do islamismo na Turquia, que perpassa todas as instituições e setores, desde a educação de crianças até uma ampla presença no setor econômico do país. Cila colocou que o texto aparenta mostrar uma concepção de que, historicamente, quando a Turquia está poderosa, ela opta por um posicionamento a favor do Islam, e quando está enfraquecida, adota uma linha mais pró-Ocidental.

Apesar das semelhanças entre o movimento gulenista (o qual não pode ser considerado um partido político), e o partido AKP (que se encontra agora no poder), há uma grande preocupação, por parte do AKP, de não ser visto como um partido que proponha uma agenda islamista radical; enquanto que o movimento de Fethullah Gülen é visto, pelo autor do texto, como um grupo que procura transformar a Turquia numa sociedade mais religiosa e conservadora. O autor aponta também, que, apesar das tensões existentes entre os grupos, ambos necessitam um do outro para superar as tradicionais elites seculares (Kemaelistas) nas forças armadas, mídia, judiciário, empresariado de Istambul, dentre outros setores. Nesse sentido, o movimento Gülenista, fornece ao AKP base social, enquanto que o AKP disponibiliza ao GULEN uma plataforma política para implementar sua agenda. Cabe também citar, a importância das forças armadas para a Turquia, e a sua inerente associação com o legado de Mustafa Kemal Ataturk.

“Arab Spring, Turkish Fall” (FOREIGN POLICY)

Cila mostra que o texto tem como fundamento principal, a ideia de que as revoltas árabes fortaleceram a Turquia, no sentido de proporcionar oportunidades para que essa possa emergir como uma potência regional, solucionadora de conflitos internacionais; no entanto, a Turquia se mostra, de certa forma, “atrapalhada” neste novo papel, pois acaba por adotar atitudes contraditórias, por exemplo, ao apoiar a queda de Mubarak mas condenar a perseguição a Kaddaffi (visto os interesses econômicos que estão em jogo).

Comentários Peter: Para o professor, o autor do primeiro texto adota uma perspectiva geoestratégica, pessimista e anti-gülenista; no entanto, para Peter, apesar do movimento ser inegavelmente Islamista Conservador, ele não pode ser de forma alguma visto como radical e extremista, pelo contrário, ele almeja uma “islamização rastejante” (a qual pode ser comparadas aos emergentes movimentos evangélicos). Tendo em vista, que o AKP também representa um partido com tendência islamizante, cabe questionar se é possível ou desejável, haver uma pacífica convivência entre democracia e islamização, e se a Turquia não poderia ser considerada como o exemplo desse novo tipo de Estado de Direito.

APRESENTAÇÃO NATÁLIA – Texto “Turkey’s search for Regional Power” (MERIP)

Natália coloca que o texto analisa a tensão entre o nacionalismo secular laico e a volta do Islamismo (a partir da vitória do AKP em 2002). O autor mostra que a Turquia, no que concerne à sua política externa, adotou uma postura mais assertiva, mais independente, e almeja apresentar-se como solucionadora dos conflitos internacionais contemporâneos, por exemplo, na questão nuclear iraniana e na curda (Iraque). Essa nova postura internacional poderia levar a uma deterioração das relações bilaterais com os Estados Unidos, contudo, para o autor, isso não é certo, pois o AKP não pretende romper com os Estados Unidos, mas apenas implantar uma política externa mais assertiva em relação aos blocos regionais, para que a Turquia tenha mais amplitude no seu espaço de negociação (de certa forma como faz o Brasil também). Nesse sentido, a AKP não quer mais ser uma ponte entre Ocidente e Oriente, mas sim, “uma porta de entrada”, ou seja, uma potência regional indispensável para resolver conflitos na região (principalmente no momento atual).

Texto “Sultan of the Muslim World” (FOREIGN AFFAIRS)

Natália mostra que o argumento principal do texto constitui-se na idéia de que é preciso abandonar o antiquado paradigma de Choque das Civilizações ( Samuel Huntington) para melhor entender a identidade turca, uma vez que essa representa, uma aliança entre o islamismo e o nacionalismo secular. Novamente, o autor aponta que, desde a vitória do AKP em 2002, houve uma retomada da islamização, e, simultaneamente, a adoção de uma política externa mais assertiva e independente.

Comentários Peter: Tanto os Kemalistas quanto os Islamistas do AKP mantêm-se dentro do paradigma culturalista. O professor aponta que a Turquia, ao analisar a política do AKP, não pode ser considerada como um país anti-ocidental e anti-capitalista; no entanto, pode-se considerar que, no que tange à sua política externa, a Turquia apresentou uma mudança, de nacionalista para neo-otomanista, postura essa que permitiu que a Turquia atuasse como uma forte potência regional e solucionadora de conflitos no Oriente Médio. O seu peso militar, tendo em vista sua incontestável tradição militar, também fortalece o seu peso político como ator fundamental na sociedade internacional.

Outros pontos levantados no debate foram: a relação entre Irã e Turquia, a qual começa a enfraquecer-se, visto que Turquia quer a saída de Bashar Assad do poder, enquanto que, o Irã, como aliado da Síria, quer a manutenção do status quo; e a entrada da Turquia na União Europeia, que aparentemente, não é mais tão desejada pelos próprios turcos, uma vez que, a União Europeia enfrenta, na atualidade, inquestionáveis dilemas sobre o seu futuro.


Abraços,

Daniella K.Abramovay

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Planos para o segundo semestre

Caros,

na reunião de fechamento definimos para o segundo semestre que seriam mantidas as reuniões como mensais.
A princípio optou-se pelas datas: 25/Ago, 22/Set, 20/Out, 24/Nov e 08/Dez para fechamento.

Os temas sugeridos respectivamente são: Irã, Turquia, Palestina/Israel e um último tema de atualidade. No entanto esses temas podem ser alterados conforme o interesse do grupo.

Pensou-se também na continuidade da discussão de filmes e existem duas possibilidades: trabalhar filmes em consonância com os temas das reuniões e seriam discutidos nestas, ou ainda realizar entre as reuniões a princípio definidas debates acerca de filmes.

Em Agosto voltamos a nos falar acerca das datas e temas, mas em todo o caso são muito bem-vindas sugestões de vocês sobre filmes e textos.

Agradeço a presença e dedicação de todos nesse primeiro semestre e que continuemos juntos no próximo!

Grande abraço,
Carolina Alberice

sábado, 9 de julho de 2011

Reunião de Fechamento do semestre

A última reunião desse primeiro semestre contou com a presença do Prof. Peter além dos participantes: Daniella, Daniel, Cila, Ariel, Natália, Luciana, Danilo e Carolina.


Uma breve apresentação fora feita pelo Peter sobre a chamada "Primavera Árabe" ocorridas na Tunísia e no Egito e ainda em processo em diversos outros países como a Líbia, o Iêmen, a Síria e demais. Após a caracterização geral dos movimentos o professor pontuou também algumas limitações a serem consideradas e algumas especulações possíveis de movimentos políticos em atuação.


No dabate algumas questões foram levantadas e discutidas:



  • Nacionalismos na Líbia: circulam propostas mutuamente exclusivas de identidades religiosas, identidades pan-arabistas e identidades de território artificiais criadas pelo imperialismo europeu do século XX.


  • Políticas externa dos EUA: mais continuidades com Obama?


  • França: intervenção na Líbia com intenções demasiado otimistas?


  • Islamofobia na Europa


  • Hezbollah: sem Assad seria um enfraquecimento armamentista?


  • Os Alauitas na Síria


  • A Palestina nesse contexto

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Reunião 30/06

Para lembrá-los da reunião de amanhã, dia 30/06, às 19h30 na sala 16 do DH.

Contaremos novamente com a presença do prof. Peter para discutirmos o cronograma do próximo semestre.

Aguardo todos lá!

Att,
Carolina

sábado, 18 de junho de 2011

Resumo da reunião de Junho

À reunião do dia 16/06 compareceram os participantes de GT: Cila, Daniel, Daniella, Ariel, Luciana e Natália.


O tema do Irã fora novamente abordado através da discussão de dois filmes: O apedrejamento de Soraya M. e Cartas ao Presidente, apresentados respectivamente pela Daniella e pelo Daniel; e em substituição ao filme A onda verde, o qual não conseguimos encontrar, foram sugeridos a análise de blogs de iranianos, portanto a mesma fonte utilizada para a produção do filme.


Dos diversos pontos suscitados pela apresentação da Daniella e do Daniel, talvez o mais marcante tenha sido, pensando os dois filmes conjuntamente, certa polarização ou mesmo oposição entre campo e cidade no Irã. O campo como um local de cultura e famílias mais tradicionais, portanto mais adeptas ao "populismo" de Ahmadinejad e favoráveis às políticas do governo. E a cidade como um pólo de insatisfação com o governo e de resistências à políticas repressoras.


Os blogs versam principalmente sobre uma série de prisões ocorridas após os protestos contra as eleições presidenciais ocorridas no Irã em 2009. A apresentação ficou a cargo do Ariel que notou questões importantes a serem levantadas:



  • A forte repressão à Universidade de Teerã, o que demonstra de certa forma uma deslegitimidade do governo.


  • Ocorrência de movimentos semelhantes ao das "Mães da Praça de Maio" em que mães protestam contra a prisão muitas vezes arbitrária de seus filhos.


  • O "movimento de 1 milhão de assinaturas", que surgiu em 2006 e pretende mudar as leis discriminatórias contra as mulheres.


  • Estupro como arma de tortura, tanto contra homens quanto contra mulheres.


  • A trajetória de Ahmadinejad: como conseguiu ser eleito em Teerã e que forças o apoiaram.